segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Livros para todos os gostos | Dificuldades na adolescência


A infância é a melhor fase da vida, mas é na adolescência que nos damos conta disso. (Tiane Fróes)

Saudadessssssssssssssssssssssssssssss de escrever no meu cantinho, a saudade foi tão grande que tinha que postar alguma coisa e hoje o assunto é adolescência.
Adolescência! Para muitos a melhor fase da vida, não aguentam mais esperar para chegar, pensam que vai ser como aparece nos filmes americanos. Para outros é a fase mais conturbada, é a fase das decisões e das dúvidas. A fase da bipolaridade emocional, onde um dia a pessoa está se sentindo muito bem e já no outro está muito triste. É a fase onde a pessoa sente a necessidade de ter várias pessoas em sua volta ou simplesmente ficar apena sozinho. Essa é a fase que as emoções estão afloradas e querem de alguma maneira sair.

Então como essa é um momento da vida que a maioria das pessoas já passou ou estão passando, vários escritores aprofundaram a sua escrita nessa fase. Mostrando que adolescência não é apenas aquele mundinho perfeito que muitos filmes, séries e novelas passam.  Que na adolescência podemos sofrer bullying, depressão, anorexia, problemas na família, ter pais separados e muitas vezes conseguir superar isso tudo.  Livros que para quem já passou por alguma coisa desse tipo, pode se identificar. 




As vantagens de ser invisível


Em As Vantagens de Ser Invisível conhecemos Charlie, um adolescente de 15 anos, que está começando a amadurecer e explorar a vida. Ele tem muitos desafios para enfrentar: o recente suicídio de seu único e melhor amigo, as dificuldades escolares, seu primeiro amor e suas próprias questões existenciais. Entre tudo isso, ele precisa descobrir quem ele é e a que lugar pertence, e, acima de tudo, Charlie quer deixar de ser apenas um expectador e começar a atuar em sua própria vida.

A verdade sobre Charlie é que ele sempre foi incompreendido, já que pensa diferente da maioria das pessoas. Sua vida é marcada por traumas, como o suicídio de seu amigo e a morte de sua tia, de quem era muito próximo, e o adolescente acabou por viver um dia de cada vez, um tanto preso em sua própria mente.

O autor, Stephen Chbosky, aborda temas polêmicos – homossexualidade, gravidez na adolescência, violência doméstica, drogas e bebidas –, mas o modo que os personagens enfrentam as situações que lhes são apresentadas é o que marca o leitor, e acaba, por fim, o fazendo mudar seus próprios conceitos.

Os 13 porquês

“Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando o Play.”

Imagine como seria se uma bela manhã você abrisse a porta e se deparasse com as fitas de suicídio da garota que você gosta? Perturbador? Pois é nessa situação que Clay Jensen se encontra ao receber por correio 7 fitas gravadas por Hannah Baker, narrando os trezes motivos que levou ela ao suicídio e ainda pior: afirmando que todos que recebessem as fitas eram de alguma forma culpados!

“E a regra é simples: depois de escutar seu motivo, passe as fitas adiante, para o nome da história seguinte”.

E é assim que embarcamos junto com Clay nas memórias narradas por Hannah, tentando a cada página descobrir o que levou ela ao colapso, sempre ansiosos e curiosos para descobrir onde Clay está envolvido com esse trágico acontecimento (que é muito mais comum do que notamos). No fim o que encontramos nos leva a refletir sobre nós, nossos atos e as consequências deles, percebemos que coisas que para nós parecem ser tão simples podem ter consequências inimagináveis, que brincadeiras podem virar fantasmas e que “No fim, tudo tem importância”.

“Vocês não têm a mínima ideia do que um pequeno ato pode fazer na vida das pessoas. ”

Jay Asher, autor dos 13 porquês, conseguiu criar um livro único e ao mesmo tempo onde todos podem se identificar em algum momento, seja com a Hannah, com o Clay ou com outros personagens que aparecem durante a trama. Com uma ótima escrita, frases marcantes, um pouco de humor negro e uma pitada de drama esse livro fala sobre um tabu que muitos evitam comentar O SUICÍDIO de maneira clara e eficiente, prendendo o leitor a cada parágrafo.

“Em busca de respostas para perguntas que eu não sabia como fazer. ”

Obs.: Eu recomendo esse livro como leitura obrigatória em todas as escolas do mundo, o suicídio é um assunto sério que está presente na vida de muitos adolescentes mesmo que nem todos o concretizem. 


A lista negra

O que acontece depois de um atentado a uma escola? Como as vítimas retomam sua vida? Isso é o que a autora Jennifer Brown tenta responder em “A lista negra”.

O livro nos conta a história de Val e seu namorado Nick, que sofriam bullyng no colégio, e que por isso criam uma lista com os nomes das pessoas que “odiavam”. O que era para ser um desabafo acaba virando um massacre horrível; Nick atira à queima roupa nos colegas no refeitório da escola.

Val se vê então sozinha, ferida e julgada por todos. E terá que se redescobrir, terá que se refazer assim como todos os seus colegas e familiares.

A autora não tem medo de mostrar os sentimentos dos personagens, vemos não só Val tentando caminhar e esquecer o que aconteceu, mas acompanhamos também o sofrimento de sua família, acompanhamos o estranhamento de seus colegas e o seu próprio.

Mais do que um livro que trata do tema bullyng, “A lista negra” nos faz refletir como pessoas, pessoas que julgam que são cheias de preconceitos e que não se abrem para realmente ver o que é “o outro”.


A playlist da minha vida


Elise Dembowski nunca foi popular na escola. Ninguém conversava com ela na hora do intervalo nem a convidava para sair no fim de semana. Pior. Ninguém jamais se interessou em saber o que tanto a ela escutava em seu iPod: playlists com o melhor da música pop, único território em que Elise se sente confortável e confiante. Diante de seu desajuste em relação à maioria, a adolescente tenta de tudo – inclusive a mais radical das saídas, felizmente sem sucesso.

No auge de seu solitário desespero, o acaso a leva até a porta de uma balada noturna, via de acesso para um mundo completamente novo, cheio de som e diversão, no qual sua veneração por música funciona como senha para inclusão em um inédito círculo de amizades. As festas noturnas do Start – o melhor clube underground do mundo – tornam-se o lugar onde a felicidade, a aceitação social e até o amor são possíveis para Elise.

 Não demora muito para que um misterioso bullying eletrônico e a habilidade da garota como DJ coloquem em confronto este universo com a dura realidade cotidiana. A playlist da minha vida é uma vibrante fábula pop que lida com temas recorrentes nas obras contemporâneas para jovens: exclusão, invasão de privacidade, resgate de autoestima e muita trilha sonora. Escrito pela americana Leila Sales, o livro se ambienta em dois cenários: o escolar, com sua dinâmica de poder juvenil baseada em “popularidade”, e o da cena noturna, em que adolescentes ensaiam seus primeiros voos para uma existência adulta.

Garotas de vidro

Estúpida/feia/Estúpida/vaca/Estúpida/gorda/Estúpida/perdedora

E é assim que Lia do livro “Garotas de vidro” se sente em boa parte.

Lia sofre de uma doença chamada (Distúrbio Alimentar) Lia é anoréxica, enquanto Cassie desenvolveu bulimia. Tudo começou por causa de uma aposta com uma amiga que se chama Cassie, elas queriam ser as garotas mais magras de sua escola. Mais isso acabou dando vários problemas, elas acabaram refém de seus próprios corpos. Lia acabando ficando mais confusa depois que recebe a notícia que sua melhor amiga Cassie morreu. Essa amiga dela ligou exatamente para ela 33 vezes naquele dia e foi aí que tudo começou a se perder mais e mais dentro de Lia.

A protagonista Lia se encontra em várias situações obscuras como cortes, passar fome, medos e várias outras coisas.

É um livro, antes de tudo, delicado. A autora deixou bem claro que queria mostrar a verdade que se passa no estado das pessoas como Lia que nunca estão satisfeitas com o corpo e a aparência. Ela mostrou a “podridão” – palavra forte, mas que se adequa – de pessoas doentes e que não dão à mínima, pois estão presas em uma utopia da própria cabeça, um mundo paralelo em que magreza e perfeição são sinônimos.





Todos os livros citados em cima têm uma coisa em comum: mostra que todos nós na vida, podemos passar por uma situação difícil e muitas vezes em vez de ajudar essas pessoas, fingimos que nem estamos vendo elas.

Ninguém sabe a dor que o outro passou ninguém sabe as lutas que o outro lutou. Ame mais, julgue menos!



Até a próxima ^^



2 comentários:

  1. Parabéns Sara!
    Li um livro que entraria nesta lista. Dezenove minutos de Jodi Picoult.

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    Respostas
    1. Não conheço esse ainda, vou colocar na minha lista e procurar depois. Muito obrigada, pela visita Maciel ^^

      Excluir

Oiii... obrigada pela sua visita ^^
Espero que tenham gostado do blog :D
Caso encontrou algum erro ortográfico avise que vai ser corrigido.
Volte mais vezes *_*

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